segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sobre a sua ausência


38 dias. Esse é o tempo que passou desde a última vez que eu te vi. Parece pouco tempo. Mas é como se cada minuto das 912 horas que se passaram, fossem meses. Meu peito tem um buraco enorme, que nada preenche, alimenta ou, pelo menos, faz diminuir. Só continuo me arrastando, rezando para que essa sua ausência doa menos um pouquinho.

Sinto o cheiro do perfume que você usa e meu corpo inteiro se arrepia, enquanto procuro por você. Escuto uma música que me lembra você e meus olhos se enchem de lágrimas. Cada batida do meu coração sussurra seu nome e tenho vontade de brigar com ele, por querer tanto alguém que talvez nem o queira. Me sinto doente, como se estivesse permanentemente com febre e não conseguisse me mexer.

Mais um sonho com você, mais uma lembrança que me pega de surpresa. Um frio na barriga sem motivo e a esperança de que você apareça. É tanta coisa, que a abstinência que sinto de você me deixa louca. Tenho vontade de te ligar, mandar uma mensagem ou até mesmo fazer um sinal de fumaça, sei lá, qualquer coisa que dê para implorar para ver você.

E aí o peso de não saber se você me quer me assombra. Enquanto falo com você, soco esse amor que quer alcançar você dentro do peito, só pra não te assustar. Escondo o quanto a saudade que sinto de você me dói, me enfraquece. Porque para ter você por perto, tive que fingir que não quero, só pra não ver você correr de mim, mesmo que isso me mate por dentro. Mesmo que amanhã você descubra e seja pior pra mim.



Você é como uma daquelas canções chicletes, sabe? Aquelas que quanto mais tentamos esquecer, mais a gente lembra. Você grudou na minha cabeça, nos meus poros, no meu coração. E eu não consigo arrancar. A única coisa que me resta é esperar, esperar que a minha insônia, minhas horas gastas pensando em você e todos os meus sintomas de paixão sejam recíprocos. Porque não me imagino mais sem você.


Thalyne Carneiro
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