terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Meu vício em você


"É a última vez". Nem sei quantas vezes eu já repeti isso por causa dele. Todas em vão, é claro. Não consigo dizer não para o homem com cara de menino que insiste em me perseguir. É só eu tentar deixar para lá, não querer falar, olhar, ou qualquer coisa que o traga para perto de mim, que ele aparece.


Ele me cerca, me prende, e quando dou por mim, já estou perdendo o sono de novo por causa dele. É uma droga que me entorpece, me faz ficar satisfeita. Mas é só o efeito passar, que já vou estar lá querendo de novo.

Até tentei me divertir com outros, me afastar dele e provar para mim mesma que eu consigo. A quantidade de gente disposta a ocupar o lugar de atenção que é reservado a ele é razoavelmente grande. Mas ele sabe, ou adivinha, e sempre está lá, acabando com qualquer chance de eu conseguir uma recuperação.

Não me esqueço da primeira vez que falei com ele. Para variar, nem me conhecia e já estava fazendo piada. Ria de mim, brincava comigo. Não era a primeira vez que eu o via, mas foi a partir daí que eu conheci o significado da palavra vício.

Eu não faço a mínima ideia do que há com ele, mas cada vez que encosta em mim, me abraça, ou simplesmente me olha, faz meu peito encher de alegria. E o ridículo sorriso de satisfação, aparece mais uma vez na minha cara.


Queria muito entender essa fascinação ridícula do meu corpo por ele. Não sei se é a beleza dele, ou o sorriso que aparece quando ele me vê, ou a minha mania de gostar de homens que me façam rir. Só sei que sou viciada nele e preciso de uma reabilitação. E logo.

Thalyne Carneiro
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