segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Férias!!!!

Porra!

Não estamos à venda!!!
O que certamente não impede que sejamos vendidos!!


Trabalhamos por pedaços de papel,
Trabalhamos para colher tempo,
Trabalhamos para desfrutar de férias,
Trabalhamos para acumular coisas!


Nos vendemos por uma ideia,
Nos prostituímos pela matéria!


Não nos empenhamos para Sermos,
Não nos empenhamos para Criarmos,
Não nos empenhamos para Cuidarmos!


Mãe Natureza, com toda certeza,  é a Mãe mais frustada de todas,
Coitada!

 
E nós, com toda ciência, tecnologia, conhecimento…
Somos os filhos mais ingratos,
A visita mais indesejada,
O irmão menos compreensível!!


O lar Planeta Terra que o diga!
A família homo sapiens que lamente!


Com um mundo em que o conceito de globalização, teoricamente, existe: 
Não existe, justamente, a conexão Humana!


Afinal:
A “carne mais barata do mercado”
é a carne negra,
é a carne fêmea,
é a carne pobre!


Se for as três então,
Sai de graça,
E pasmem:
Ninguém se importa!

                    AnneR.angel


                                          *Google imagens

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O quarto que não era dela


O sol ardeu nos olhos dela essa manhã. "Quem abriu minha janela?" ela pensa irritada enquanto abre os olhos. Peraí. "Esse quarto não é meu!" ela congela. Vira a cabeça pro lado devagar, vê uma perna de homem. "Meu Deus, por favor, que seja bonito..." Ela levanta o pescoço e olha por cima do cabelo preto. "Hum... nada mal... Foco! Levanta da cama beeeem devagar..." ela levanta, pega a roupa e corre pro banheiro.

"Ok, Ok. Vamos ver o que posso fazer com esse cabelo... Nessa confusão, acho que só um coque." Suspira. Lava o rosto. Dá uma checada no pescoço. Aceitável. Quer dizer, se você não tem problemas com caminhadas da vergonha em plenas... Que horas são? - AI. MEU. DEUS. - Meio dia?! "O que eu faço se ele acordar? Qual é mesmo o nome dele? Roberto? Marcelo? Rodrigo? Não..." Franze a testa. Vamos lá, você consegue. "Pedro! Isso! É Pedro." Ela acha.

Sai do banheiro na ponta dos pés. Onde será que está o sapato? Ela vê um ali no pé da cama. Ok, achou o direito. Uma volta pela cama, uma olhada debaixo dela. Nada. Debaixo da pilha de roupas dele. Nada. "Será que perdi meu sapato?" pega a bolsa, abre a porta, sai do quarto. A cozinha deve ser por ali. Água, água, água... Onde será que tem copo? Uma foto colada na geladeira. Um casal mais velho e aparentemente o rapaz deitado na cama. Olha atrás. "Saudades de você, João. Vem logo visitar a gente. Mamãe e Papai". Então é esse o nome. João.

Resolve dar uma olhada na sala. Mais fotos. Viagens, amigos, mais fotos de família. Uma estante abarrotada de livros. Direito Penal. "Ele é advogado?" Game of Trhones. "Arrá!" Ela lembra de uma coisa. Uma tequila. Um sorriso. Mas você gosta da Sansa? Risadas. Mais tequila. Um beijo. Vamos pra minha casa? Claro que não. Mais tequilas. Mais beijos. Onde tá seu carro? Vim de carona. Ela congela ali olhando pra estante. 



Senta um pouco no sofá e olha pra mesa de centro chocada com ela mesma. "Deus, eu nunca fiz isso antes." Achou o outro sapato. Embaixo da mesa. Eba! Em cima ela vê um bloquinho. Resolve tentar a sorte. Passa um batom e rabisca apressada "Adorei ontem a noite, mas eu ainda prefiro a Sansa. Beijo e me liga" beija o papel e deixa por ali mesmo com o número do celular. Ela levanta e vai embora. Se ele ligar... bom. Se não ligar, bem, o azar é dele.


Thalyne Carneiro


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Amor até o céu



Ele me dá um apertãozinho no joelho e me pergunta: "O que você tá pensando aí, hein?". E juro que nem sei como explicar que só o que eu penso é em felicidade. Nem é um pensamento concreto, é mais uma sensação. Como quando a gente vai ao parque de diversões e só tem vontade de rir de contentamento, ou quando cai aquela primeira gota de chuva depois de meses sem chover.

Ter você por perto é ter mais doce nos meus dias e mais amor nas minhas noites. Nosso amor tem gosto de sorvete, daquele tipo sundae com muita calda de chocolate e cereja em cima numa tarde quente de domingo. Tem cheiro daquela sua comida favorita pela casa quando você tem fome o suficiente pra comer um búfalo. De vez em quando vem um gostinho de pimenta, mas o que seria da vida sem tempero?

Nossa trilha sonora é tipo uma bossa nova que dá vontade de tamborilar os dedos, mas de vez em quando é tomada por um reggae tranquilão nos nossos dias de preguiça. Você coloca a minha cabeça no seu ombro e me rodopia e vejo a música trocar por um xote arrastado em que a gente só mexe os pés. Você me gira e me olha nos olhos até minhas covinhas tímidas aparecerem, e aquele rap gostoso mais pop e romântico que nós dois gostamos toma conta do ambiente.



O calor veio e vejo nosso amor esquentar com ele. Mas não é ruim. É aquela coisa que a gente sente no inverno quando tá agasalhado. Uma mistura de preguiça gostosa com aconchego. Aprendi a ver em você um porto seguro, onde posso me lançar ao mar em qualquer tempestade que vou ter você lá pra me segurar na volta. 

Balanço minha perna e você ri enquanto reclama da minha ansiedade. Você segura a minha mão e eu nem lembro mais porque estava preocupada. Só sinto aquele frio gostoso na barriga e o quentinho no meu coração. Você beija meu nariz e eu me sinto muito menor, mesmo com meus 1,72 de altura. Você enlaça a minha cintura e cheira meu cabelo e eu silenciosamente agradeço aos céus por ter você pra mim. Rezo pra que nunca acabe esse meu amor por você tão grande que só pode chegar ao céu.


Thalyne Carneiro



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Deixa a página virar...



Um dia desses fiquei pensando em quantas vezes sabotei, ou tentei sabotar, minha felicidade por não ter coragem de dar o primeiro passo. Estudos, oportunidade de emprego, conhecer pessoas... mas principalmente amores. 

Ah, os amores...

Isso sempre foi uma parte difícil na minha vida. Eu tinha  aquela maniazinha filha da puta de não desapegar quando deveria. Se você é solteira vai entender do que tô falando. Eu repetia o mantra "Não vou me apegar. Não vou me apegar. Não vou me apegar..." e quando eu ia ver, já tava desenhando coraçõezinhos. Gostava, me apaixonava, o cara não me gostava de volta e eu sofria. Cantarolava um "e pra não chorar, eu só vou gostar de quem gosta de mim" e quando me curava, era tudo outra vez.

Mas amiga, vou te contar um negócio, depois de muito juntar meus cacos percebi que o meu problema não era me apegar. Ou me apaixonar. O problema tava em insistir naquilo que não tinha nem cabimento. A gente tem dessas de apostar todas as fichas, achando que num belo dia, aquele cara vai tá lá de volta na sua porta com flores e um "você é a mulher da minha vida". Vem cá, vou te contar um segredo. Ele não vai fazer isso. Se ele não fez isso até hoje, ele não vai fazer mais.

Acredite, eu sei dessas coisas. "Ah, ele vai enxergar que eu que sou mulher pra ele." Não. "Ele me ama, mas tem vergonha." Não. "A mãe dele tá doente, ele não pode se envolver sério comigo agora." Não mesmo. A gente inventa essas desculpinhas pra convencer nós mesmas de que estamos certas, e não estamos. Quem gosta, gosta. Não tem mas, nem desculpas, nem mimimi. Quem quer estar com você vai estar com você.


Deixa a vida te surpreender. Sabe aquele carinha legal do trabalho que te chamou pra sair? Vai com ele. Se o seu telefone não toca e as mensagens que você queria não chegam, faça contatos novos. Aquela história de que o amor tá em uma esquina qualquer te esperando é pura verdade. Deixa a página virar. Mas de verdade, viu?



Thalyne Carneiro

segunda-feira, 13 de julho de 2015

A paz que eu encontrei em você


Hoje me peguei pensando em como é bom namorar você. Não que eu não perceba isso todos os dias, mas ver como minha alma parece flutuar de tanta felicidade me fez perceber o quanto é bom estarmos juntos. Você me trouxe a paz que há muito eu procurava e eu sou grata demais a isso.

Eu, que sempre fui redemoinho, aprendi a achar graça na brisa. E é nesse vento calmo e gostoso que vejo nosso amor crescer todos os dias. São nos detalhes e não nas coisas grandes. É o seu jeito de dizer meu nome, a forma com que minha cabeça encaixa no seu ombro, ou o quanto você ficou preocupado em fazer o abajur mais lindo de todos pra mim. Com você não tem porque se preocupar com os vendavais.

Percebi, olhando nos seus olhos, que o amor não precisa ser difícil. Tudo se resume a uma pergunta: "Com isso vou te fazer feliz?" e se a resposta é sim, não tenho dúvidas de que tô fazendo certo, porque não há nada melhor do que ver você abrindo um sorriso pra mim. É importante mantê-lo lá, mesmo quando o cansaço da rotina pesa no resto do seu rosto.

De repente, me sinto a pessoa mais sortuda do mundo quando vejo o seu esforço em caminharmos juntos, em crescermos juntos. Ou quando não tô legal de saúde e você me liga constantemente pra ver se tô melhor. Aprecio até mesmo a sua vontade me fazer ficar melhor quando tô irritada, ou a sua torcida pra que tudo dê certo.

Você não é perfeito, eu não sou perfeita, mas são essas imperfeições que nos dão vontade de sermos melhores um com o outro e por nós mesmos. E sei que você sabe disso. Cada dia na nossa vida é melhor que o anterior e só tenho a agradecer aos céus todos os dias por isso, pelo presente maravilhoso que é você.



Desejo de coração que nosso amor dure ainda muitos anos. Que seja lembrado pelos nossos netos e bisnetos quando nossos corpos virarem poeira. Quero ainda repartir com você nossas alegrias e até mesmo os nossos problemas como já fazemos. E que nosso amor continue simples, porque é na simplicidade que eu mais amo você.

Thalyne Carneiro

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O abraço que mudou minha vida


Eu sempre gostei de abraçar. Abraço forte, apertado, sincero. Gosto de abraçar pra pessoa perceber o quanto eu fico feliz em vê-la. Me sinto bem fazendo isso, sabe? Ver que a pessoa se sente contente por um apertãozinho me faz mais feliz ainda. Só não sabia que você ia gostar tanto assim.

Festa Junina do ano passado. Por nenhum motivo especial me arrumei mais do que o normal pra quem vai pra uma barraquinha. Sem modéstia, eu tava gata. Passei meu perfume favorito e fui. Só não sabia que eu iria te encontrar lá. O garoto - agora cara - que não saía do meu portão. A razão da cara feia do meu pai em algumas tardes. E dos meus sorrisos em muitas delas. Não que eu te amasse ou algo assim. É só que a sua companhia sempre me alegrou. E nem tem nada a ver com os beijos tímidos trocados na adolescência por nós dois.

O fato é que quando te vi, eu realmente fiquei feliz. Fazia bem uns anos que eu não te via. Você tinha se mudado e sumido da minha vida. Essas coisas que acontecem com todo mundo. Te abracei apertado, com vontade, um abraço que encaixou direitinho e nem tinha segundas intenções. Era só o reflexo do quanto eu sempre, sinceramente, te quis bem. Só não imaginava que essa seria a chave pra aproximar nós dois.

Meu perfume no seu casaco. Um pedido de amizade no Facebook, mensagens trocadas pelo whats app e agora, um ano depois do abraço, um desejo de "Feliz Dia dos Namorados". É até difícil de acreditar que só precisou de um reencontro para que o amor embarcasse na nossa vida e nos juntasse.

Hoje, tudo que faço é pensar em caminharmos juntos e ficarmos juntos. Olho nos seus olhos e percebo contente que a alegria estampada ali é a mesma que vejo nos meus. Já passamos por tanta coisa em tão pouco tempo que não dá pra acreditar que somos tão felizes. É só que parece certo sermos um do outro, sabe?


Tudo que eu desejo agora é mais. Mais dos nossos abraços, mais dos nossos beijos, mais das nossas alegrias. Mais de tudo que temos e que soma sem nos dividir. Quero um dia contar pros nossos netos o quanto o avô deles me faz sentir especial e o quanto foi bom construir a vida juntos. Vida que, eu espero, continue sendo cheia de amor. E se Deus quiser, com mais abraços apertados que continuam mudando a minha vida.


Thalyne Carneiro

segunda-feira, 11 de maio de 2015

O melhor presente de todos


Eu não procurei por você. Não vou dizer que estava te esperando esse tempo todo porque seria mentira. Eu não esperava por você. Ou por nós. Mas acredite - e isso é inteiramente verdade - foi a surpresa da sua chegada que fez tudo ser melhor. Ver você chegando e ocupando calmamente o seu espaço. No meu corpo, nos meus pensamentos e por último do meu coração.

No fim, acredito que cada boca que beijei antes da sua, cada corpo que ocupou lugar na minha cama, me levou até você. Cada experiência dolorosa, as boas, as que nem me marcaram... cada uma delas me preparou pra ter você. Pode parecer exagero, mas juro pra você que isso me deu resistência pra não desistir do nós. É bem mais fácil dar valor ao que se tem quando se percebe o quanto pode ser ruim não te ter por aqui.

Foram muitas tequilas, copos de chope e de cerveja (bem gelados, por favor), conversas no bar com desconhecidos e porções de batata pra eu perceber como é bem melhor segurar a mão de alguém ao invés de um copo. Não que eu nem beba mais. Mas parece que a bebida ficou mais gostosa com companhia fixa e amor acompanhando. Uns beijos (apaixonados) entre um gole e outro definitivamente caem muito melhor do que qualquer petisco gorduroso que eu pudesse encontrar. Mesmo aqueles que tem bacon. E você sabe como eu adoro bacon.

Acho que precisei passar tanto tempo sozinha para aprender como a minha própria companhia pode ser legal - pra mim e pros outros - para abrir espaço pra você. Ri muito de mim em cada passo de dança desajeitado e me amei profundamente quando não tinha ninguém lá pra apontar minhas partes mais bonitas e pude aprender que as partes ruins são amáveis também. Hoje quando você as enxerga e as ama da mesma forma que eu, meu coração comemora porque pareço ter achado a pessoa certa pra mim.


 Não acho que meu passado tenha sido melhor do que agora. Acredite quando eu digo que assim como todo mundo tenho as minhas marcas - feias e bonitas - que me tornaram o que eu sou. Tive que cair e levantar muitas vezes pra ser quem eu sou agora. Mas quer saber? Eu não mudaria nada agora. Nenhum erro. Cada um deles me trouxe você. E essa tem sido a melhor consequência de todas. Pode acreditar.


Thalyne Carneiro