domingo, 22 de setembro de 2013

Continuando...

     Hey, não sou feita de gelo, nem de aço, nem de cristal. Nunca amei ninguém, mas queria cuidar de você.

E então agora eu me sinto patética, não por ter dito o que precisava, mas por ter demorado a dizer e constatar que foi simplesmente tarde de mais, aí você percebe que nesse momento uma dose de autoconsciência e desapego fazem bem, por mais que não queria se desapegar.

E nem pode ficar chateada com ninguém que não seja você mesma, por que ele não é um babaca, e nunca fez nada que merecesse esse titulo... A proposito fui eu quem o chutou para friendzone. Fui eu quem disse não querer mais que as coisas continuassem do jeito que estavam, ele só te manteve exatamente onde você se colocou.

Parabéns para mim.

E com um “se cuida” cada um permanece do seu lado, mesmo eu tendo querido, e tentado, pular esse maldito muro!

Procuramos completar-nos ou acrescentar-nos? Das dores e prazeres, dos sentimentos e sensações, o amor, esse ideal, aparentemente bonito é com certeza o mais Intenso!!! E por isso o mais desejado!

"E agora? O que me diz?
Não dói...

Mas admito que incomoda, incomoda bastante. Eu idealizo, faço e refaço nossas historias e a única constante é que ficamos juntos no final, como eu disse, é só a minha idealização. 

Mas a realidade é que meu coração não quebrou como eu havia imaginado, mas o desapego não chegou como tanto estou fingindo.




Aliás, eu já havia escrito para você antes, muitas vezes até, só não te mostrei.


Anne Rangel

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Minha Maior Confissão!!

O que posso dizer?
Fui egoísta!!
Me preocupei mais com a possibilidade de um coração partido do que com o suporte que você, muito provavelmente, estava (está?) precisando.
Em vez de te dizer: Hey, estou aqui para você no que precisar, nem que seja para sentarmos juntos no escuro e não fazermos nada além de respirar.
Eu acabei dizendo: Então, ficar em cima do muro com você foi bom, mas não dá mais.
De qualquer forma sua resposta disse que eu estava, provavelmente, certa, você não estava pronto, talvez nem eu estivesse, mas a questão é que fui covarde, preferi arruinar tudo o que poderia ter sido só porque fiquei com medo do seu não, mesmo que no final das contas tudo o que você disse foi que não sabia o que queria no momento...
Acabei te ajudando nessa parte não é? Retirei toda a sua chance de decisão!!
Lamento por isso.
Será que eu deveria te dizer que em todo esse tempo eu pensei em você?? Até nas menores coisas, por exemplo, quando eu via alguma piadinha sobre engenharia? Ou quando na aula de dança tinha um menino que fazia uns passos parecidos com os seus?
Ou quando comia um doce, um cupcake que fosse, sendo você essa formiguinha que é? Engraçado que consigo rir disso sem realmente ver a graça, não consegui realmente esquecer alguns detalhes, se bem que eu nem queria (quero!) esquecer.
Fico me dizendo que apesar de tudo tomei a decisão certa, eu estava gostando de mais de você, e isso estava me consumindo, pois eu percebia que era mais eu pra você do que você para mim.
O pior de tudo: esses dias estava pensando em como comemoramos seu aniversário, e fiquei triste em constatar que não lembro a data e ainda mais por não saber se posso realmente lhe perguntar.
Você percebeu que há um monte de dúvidas acerca de minha decisão? Se foi precipitada ou não, se foi acertada ou não, se foi necessária ou não. Essas dúvidas são bem egoístas também, pois sinto sua falta, sinto falta de dizer seu nome e de ouvi-lo dizer o meu, nem lembro mais como você dizia o meu, de passarmos bons tempos juntos, também sinto falta das risadas que dávamos, ahhh os beijos.
Bem sei que não prometemos nada um ao outro, sei também que não posso exigir nada de você. Só queria dizer claramente que sim, estou aqui para o que precisar, talvez com algum egoísmo, mas prometo não exigir nada de você, se bem que a mente geralmente trabalha sozinha.
Claro, que não me importaria se algumas das minhas duvidas fossem sanadas, e melhor ainda, se por mais que eu abomine a ideia de estar errada, nesse caso eu estivesse realmente equivocada em ter me afastando por achar que você não me corresponderia!! Você me responderia isso?
Já pensei em excluir diversas vezes esse texto idiota, só porque ele fala verdades de mais, ele me deixa vulnerável e insisto em dizer que acredito que “amar não vale o sofrer não, o verbo amar a razão rejeita” **.
 Droga, mais uma vez essa estupida insegurança, a verdade é que eu estava muito perto de me apaixonar e fiquei com muito medo de ser rejeitada para me arriscar!!

Ainda tenho medo que nossas conversas recém-resgatadas sejam o preço de tentar ser ousada com essa admissão tão custosa.

** sim estou citando uma música da Disney do filme Hércules.


Anne Rangel

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pra Ela...


Passei o dia todo pensando nela. Não sei o que essa garota fez comigo, mas ela continua fazendo. Espero com ansiedade, sem ficar encarando para ela não ver, a hora que ela vai vir até mim e me dar aquele abraço apertado que eu já me acostumei. Escuto a gargalhada dela com uma pontada de ciúmes, porque já tem um desses marmanjos dando em cima dela, será que não percebem que ela é minha? Quer dizer, acho que é... Ah, do que que eu tô falando. Ela é só mais uma. Ou não?

Perco o fio do pensamento quando sinto o cheiro dela ficando mais forte, ela vem por trás de mim e me dá um beijo no rosto. Enquanto viro para olhá-la, o meu sorriso se espalha lentamente na minha cara e percebo com prazer que é um reflexo do mesmo sorriso que aparece no rosto dela.

Faço uma piada enquanto a tiro do chão com um abraço apertado. Observo o quanto a pele dela ganha um tom rosado e fico pensando como mesmo sendo tão extrovertida ela possa ficar tímida perto de mim. Demoro mais que o necessário para solta-la e fico feliz em perceber que ela gosta disso tanto quanto eu.

Então ela sai batida, como se nada tivesse acontecido. Começa a fazer o que tem para fazer e me pego observando cada centímetro do corpo dela. Cada minúsculo pedaço de pele que está à vista e que conheço tão bem. Me pego lembrando a sensação de tê-la só pra mim, dos suspiros que causei nela e da cara de contentamento que ela tenta esconder de mim.

E ela brinca comigo. De vez em quando a pego olhando pra mim e como criança sendo pega roubando doce da mesa, ela me olha sem graça e cora mais uma vez. Sorrio pra ela e a vejo sorrir de volta. Esse sorriso que me derruba e me faz querer ser o que ela quiser pra ela. Outras vezes ela nem me dá bola, espero ansiosamente que ela olhe pra mim, mas é como eu nem estivesse no mesmo lugar que ela. E isso me mata, me faz pensar se ela finalmente cansou de mim, finalmente se tocou de que sou um problema e ela tem que ficar longe. Mas ela continua aqui.

Com ela posso ser quem eu sou e falar o que eu quiser. Ás vezes penso que passei dos limites e olho preocupado pra ela, achando que agora consegui assustá-la. Mas ela apenas me olha com olhar de interesse e me pede mais informações, como se eu contasse a historia mais interessante do mundo pra ela.


A verdade é que acho que gosto dela. Gosto mesmo, sabe? Da preocupação dela comigo quando sabe que não tô bem, da maneira que ela ri de mim e do jeito mandão dela que some e deixa ela mansinha quando está perto de mim. Gosto do que ela me faz sentir, do beijo que se encaixa perfeitamente e do jeito que ela se arrepia quando eu beijo o seu pescoço. Gosto de quase tudo, até do jeito que ela mexe no cabelo e morde a boca de preocupação, mas tenho medo de contar pra ela e perder a melhor parte de nós. Que eu nem sei se é um nós mesmo, mas adoraria que fosse.

Thalyne Carneiro

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Sem Pretensões



Revirando,

 de um lado para o outro nos meus lençóis ,
em uma noite quente
que não me deixa dormir...



É nesse momento
Que em meio aos meus pensamentos
Perco-me em nostalgia e mais uma vez idealizo você.




Ele até se parece com o real você,
Mas não o suficiente...
Só o original me aborrecia e satisfaria como você faz!




Mas não volto atrás,
Choro sozinha, mas
Não volto atrás.



O que eu sentia estava crescendo de mais,
Transbordando das minhas mãos
E não suporto perder o controle,
É ainda pior do que não ter você!!!



De qualquer forma.......... Bateu Saudade!!



Anne Rangel

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fala pra ela, moço...

Fala pra ela, moço. Fala pra ela que você sente saudade e que a melhor hora do dia é quando ela aparece. Fala pra ela que você gosta mesmo é de quando ela sorri e te dá um abraço apertado, daqueles que estalam os ossos, que você adora ver ela, mesmo sendo alta, ficar na pontinha dos pés pra te abraçar. Que você sente ciúmes dos caras atrás dela, das roupas que mostram um pouco demais e daquele cara que ela dá mole.



Fala pra ela, rapaz, que você se preocupa com ela, pensa nela o dia todo e se pergunta o tempo todo o que é que tem nela que você não quer deixar ela ir embora. Conta pra ela que quando ela morde a boca, você sabe que tem alguma coisa incomodando e que você sempre pergunta porque quer saber o que é, mesmo que ela responda "nada".

Diz pra ela que você só conta piadas idiotas, porque sabe que ela vai rir e te dar um empurrãozinho no braço enquanto te chama de besta, que você gosta da gargalhada dela e não entende como pode estar sempre de bom humor, mesmo depois de um dia ruim, Confessa que você gosta do sorriso e das covinhas que ela tem, do senso de humor sarcástico e do fato dela ser espertinha.

Desembucha logo. Deixa ela saber que você gosta dela, mesmo que você nem tenha certeza se é isso mesmo. Diz aquelas coisas que você pensa em dizer quando está longe, sobre o cheiro dela, o beijo de vocês que é tão perfeito e da forma fácil com que vocês se encaixam ou conversam. Explica que o problema de vocês é puro medo, porque você já não vê mais a sua vida sem ela.



Diz tudo isso pra ela, moço. Ela só quer ouvir isso de você. Não adianta negar e nem tenta esconder. Ela já sabe de tudo isso. Não nega nada não, rapaz. Joga o medo pela janela e fala a verdade de uma vez. Conta, porque se você não contar, ela vai acabar indo embora. Conta logo tudo, põe pra fora. Ela só tá esperando você dizer.

Thalyne Carneiro


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Sala de Espera


Bato o meu pé no chão impacientemente enquanto mordo os lábios. Perco o sono, a fome e minhas mãos permanecem geladas pela ansiedade da minha espera interminável. Não me leve a mal, mas esperar a sua boa vontade de decidir o que exatamente sente por mim, me mata. Eu simplesmente odeio esperar.

Deixa acontecer naturalmente! Diz todo mundo. Queria muito encontrar a criatura estúpida que disse isso. Será que ela sabe como gente ansiosa como eu simplesmente tem pavor de esperar? Sou daquelas que sabe horário de ônibus quase decorado, só pra não ter que passar um tempo considerável mofando na parada de ônibus. Ou que chega exatamente 5 minutos depois da hora marcada para não precisar esperar infinitamente. Tenho pavor de salas de espera. Não consigo sentar e ver a vida passar. Isso me parece tão inútil quanto tentar secar o chão da varanda enquanto chove.

E aí me aparece você com o seu jogo de xadrez interminável. Cada movimento friamente calculado acontece quando você quer e acha conveniente. De vez em quando me deixa capturar umas peças, mas logo dá um jeito de me deixar em xeque outra vez. E todo dia me deparo com essa guerra interna de te dar um ultimato, e correr o risco de te assustar, ou ficar calada, e me deparar com a perspectiva de você nunca se decidir.


Então nos vemos, como todos os dias. Espero sua resposta e... Nada. Isso mesmo, nada. Procuro sinais, indícios, pistas, gestos, ou qualquer coisa que me diga o que eu quero tanto saber. Acho algumas coisas favoráveis, outras nem tanto. Difícil de entender. Você é tão imprevisível, que me pego sem saber o que fazer ou pensar. Sua cabeça seria um desafio e tanto, até mesmo, para Sherlock Holmes.

Mais uma vez, você me tem acorrentada aos seus pés e eu nada posso ou consigo fazer. É perigoso demais. Essa espera é quase dolorosa, mas nem se compara ao meu medo de nunca mais ter você. E é só por isso que eu continuo na sala de espera do seu coração. Mas não demore, por favor. Minhas revistas já estão acabando.


Thalyne Carneiro

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Parte que Mais Gosto de Você


"Hora de ir", ele me diz com um sorriso de lado enquanto eu gemo um "já?" em resposta. E com um beijo no meu ombro e um "já" em meio à uma risadinha ele estoura a nossa bolha de felicidade. Bom. Não sei se é nossa, mas minha é. Minha alma fica mais leve e meu coração parece as asas de um beija-flor, bate tão rápido que ninguém conseguiria contar, mesmo se encostasse a cabeça no meio peito para ouvir.

Conversamos amenidades, falamos sobre nossos planos, desejos, o tempo, nossos amigos em comum. Enquanto você fala, aproveito pra reparar em tudo aquilo que ninguém mais vê em você. Tento me decidir o que é mais bonito, enquanto você me conta alguma história. Não sei se é as ruguinhas nos seus olhos quando você sorri ou se é o jeito que você passa a mão pelo queixo, pensando em algo que eu disse.

Ainda olhando para você, me lembro da quantidade de vezes em que ouço o "o que você tanto vê nele?" ou o "Eu não consigo entender essa fixação que você tem por ele.", mas sendo bem sincera, eu também não sei a resposta para isso. Eu não consigo te ver como os outros vêm. Nem mesmo quando eu só te olhava de longe, não faço a menor ideia da imagem que as pessoas têm de você. Nunca vi esse retrato tão feio.

Talvez você não se mostre do jeito que é para mim, pra todo mundo. Talvez essa parte de você, que é tão bonita, que faz meu peito encher de alegria e contentamento, fique guardada só para alguns. Não sei  se esse é o caso, mas me sinto feliz por você compartilhar ela comigo. A parte que se preocupa em ser o primeiro a me desejar um "feliz aniversário", ou em me perguntar se eu tô bem mesmo, porque não pareço bem. A mesma parte que me procura com os olhos, e quando me encontra, me dá um sorriso aberto. A parte ciumenta, engraçada e maluca que me faz rir e te provocar, porque tenho certeza que vai fazer ela querer sair pra brincar.



Me divirto tanto com essa parte, que as outras partes são quase imperceptíveis para mim. E mesmo notadas, se tornam tão amáveis quanto a que mais gosto. Acho que não há nada em você que me faça achar que não vale à pena, ou que não me faça ter vontade de te abraçar e não largar nunca mais. Quero todas essas suas partes. E mais do que isso, quero um inteiro de você.


Thalyne Carneiro