sábado, 6 de outubro de 2018


Paisagens III

Ainda bem que por aqui
Ninguém tem uma vassoura
Posso deitar, espreguiçar
Me esquecer
E até sonhar

Sonhar de dia
Faz bem pra humanidade
Quando me esqueço me perco assim
Deixo que só o bem fale em mim

Nesse nosso tempo, tudo corrido
Tudo fulgás
Faço bem para o mundo
Se deito e me esqueço
Emano a paz


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Esperança




O sol brilha lá fora e aqui dentro,
Pois a esperança é um brilho constante
É pessoal
É imortal
Pode diminuir, 
Mas nunca se acaba
Mesmo escondido nunca se escapa
É constante no universo
É o que gira a roda
É energia
Que é chama e aquece
O bom, o bem
O que nos fortalece!

Anne R.Angel

sábado, 22 de setembro de 2018

Paisagens II



No cerrado tem vida
Vai do cacto bela flor desabrochar
Dentro do barro tem semente
Tem cigarra pra cantar

No deserto tem esperança
É ser forte acreditar
Quem sofre outono
Tem primavera pra sarar




Eliane Rangel


sábado, 8 de setembro de 2018

Paisagens

Olhar a paisagem pela janela
Não me fala do que vejo
É distante, não faz parte
É irreal, é só desejo

Melhor sair

Ir lá fora
Sentir o cheiro, festejar
Aí tudo pertence
Tem a cor que deve ter
E tem entrega
Tem alegria
E tem viver

                           
                            Eliane Rangel


sábado, 1 de setembro de 2018

Consentimento





As intenções são tuas!
Mas os limites são meus!

O silêncio ecoa na voz
E nos olhos ardem as palavras não ditas

O que se engole
SUFOCA
O que se expressa
ALIVIA

Somos feitos de necessidades
CRUAS
Nem sempre atendidas...
                        
                                          Compreendidas!


Somos feitos de necessidades
NUAS
Quase sempre ardidas...
Perdidas!

As intenções são tuas,
Mas os limites são meus.



Teus e meus...
Efêmeros desejos
Que se constroem.


Esperança frágil,

Expectativa sutil...



As intenções são tuas,
Mas os limites são meus...


Corda bamba,
Adrenalina...
Quem dirá no que deu?


Anne R.Angel

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Socorro!!


Alguém para o Mundo??
Quero realmente descer!!
Tanto radicalismo, tanto desamor, tanta guerra, tanta FALTA de HUMANIDADE!!!
Vamos devolver tudo para os microorganismos?
Os macros não souberam valorizar!
Oprimido que almeja ser opressor, opressor que alcança o impensável: HOLOCAUSTO!
HOLOCAUSTO do século 21, HOLOCAUSTO do respeito!!
Do ser animal, natural, espiritual.

É a morte das almas.

O dinheiro vale mais que tudo.
As fronteiras dizimaram a globalização.
Aliás, a globalização só serve para voyer da dor alheia.
Só serve para nos desviar dos problemas a nossa frente sem nem mesmo ajudar aos problemas do lado de lá!!!
É governo corrupto para todo lado!
É guerra religiosa!
É racismo!
Homofobia!
Feminicídio!
Escravidão, em 2017, ainda escravidão!
INTOLERÂNCIA!INTOLERÂNCIA!INTOLERÂNCIA!INTOLERÂNCIA!INTOLERÂNCIA!
Está tudo errado, está todo mundo revoltado!
E podemos fazer o que?
Na democracia: manifestações!!
Para apanhar da polícia, que em tese também é humana!
Para nos defenderemos de quem?
Do opressor, que em tese também é humano!
Tanta violência gratuita!
Meu coração dói,
Minha alma chora,
Meu espírito se sente impotente!

E mesmo assim dores diferentes doem, ninguém tem capacidade de julgar o que dói mais!

E mesmo assim todos nos sentimos juízes!

Respeito para que?

O importante sou eu! Minhas angústias, minhas contas: EU!!!

Fodam-se vocês!
Fodam-se as próximas gerações!
Que morram de sede, ou de insolação, ou por soterramento, ou de fome, ou por violência, ou por abandono, ou por desespero, ou por desamor!
Ou seja: por falta de HUMANIDADE!!!

Meu coração dói,
Minha alma chora,
Meu espírito se sente impotente!

O que fazer, quando o defeito do ser humano é ser SEM humanidade?

Quão irônico é destruir aquilo que nos provê?

Ainda por cima por dinheiro? Que é o que?  Um pedaço de papel que alguém disse ter valor?

O que tem valor é a VIDA! O respeito à vida!!!!

Meu coração dói,
Minha alma chora,
Meu espírito se sente impotente!

Ou se desespera ou se desliga...

Mal do século: DEPRESSÃO!

Meu coração dói,
Minha alma chora,
Meu espírito se sente impotente!

GRATIDÃO: para ajudar a curar a alma!

                                              A.R.Angel

terça-feira, 27 de junho de 2017

Quando o mel é bom...



É o terceiro zumbido seguido do meu telefone. Abro os olhos sonolenta e tento não rir enquanto vejo de quem é a mensagem. É sua. Três áudios onde sua voz está mais bêbada do que possa me lembrar de ter ouvido antes. “Você não sabe o quanto é especial para mim...” diz o começo do primeiro e eu penso em desligar, mas escuto até o fim. “Devia ter te dado mais valor”, reviro os olhos. “No fundo eu também gostava de você” Rá, essa é boa.

“No fundo eu também gostava de você” Quando se deu conta disso, meu amor? Enquanto dava em cima de todas as vagabundas possíveis ou quando ocupou a cama da minha vizinha? Me seguro para não ser bem mal educada e lembro daquele tempo em que fiquei apaixonada, você definitivamente não me amava de volta. Por favor, me poupe e se poupe.

Resolvo ouvir o segundo. “Você lembra da gente junto na minha cama” Merda. “De como era bom? De como parecia perfeito” É nisso ele tem razão, era bom. Mas acho que ele precisa reconsiderar essa escala de quão bom era, porque convenhamos, não era tão perfeito assim, hoje eu vejo. “Ninguém conseguiu te superar até hoje” Me achei um pouquinho com essa, pena que não posso dizer a mesma coisa.

Lembrei das mãos, do cheiro, do jeito que pegava no meu cabelo. Dessa vez não senti nada. Acho que no fim das contas eu só precisava de alguém melhor pra te esquecer, porque o que tem de mãos, cheiros e pegadas melhores não tá no roteiro. Era bom, mas não sei ganha o título de melhor não, esse você já perdeu há um bom tempo.

Mas vamos ao terceiro. “Você bem que podia me dar uma chance, né?” Não mesmo. “Nós tivemos bons momentos” Sim, tivemos. “Se você quiser, amanhã mesmo te busco. Te levo pra minha casa, pra gente repetir os bons momentos” Arrá! Sabia que não ia demorar. Que mané bons momentos que nada. Você só é mais do mesmo, e desse sorvete de baunilha sem graça e comum eu não quero mais.


Respondi um “Uhum, vai dormir” e já apertei aquela função maravilhosa chamada bloqueio. Quando o mel é bom, a abelha sempre volta sim, mas não quer dizer que ele vai estar lá quando ela vier buscar. Passar bem.


Thalyne Carneiro