Ele me dá um
apertãozinho no joelho e me pergunta: "O que você tá pensando aí,
hein?". E juro que nem sei como explicar que só o que eu penso é em
felicidade. Nem é um pensamento concreto, é mais uma sensação. Como quando a
gente vai ao parque de diversões e só tem vontade de rir de contentamento, ou
quando cai aquela primeira gota de chuva depois de meses sem chover.
Ter você por
perto é ter mais doce nos meus dias e mais amor nas minhas noites. Nosso amor
tem gosto de sorvete, daquele tipo sundae com muita calda de chocolate e cereja
em cima numa tarde quente de domingo. Tem cheiro daquela sua comida favorita
pela casa quando você tem fome o suficiente pra comer um búfalo. De vez em
quando vem um gostinho de pimenta, mas o que seria da vida sem tempero?
Nossa trilha
sonora é tipo uma bossa nova que dá vontade de tamborilar os dedos, mas de vez
em quando é tomada por um reggae tranquilão nos nossos dias de preguiça. Você
coloca a minha cabeça no seu ombro e me rodopia e vejo a música trocar por um
xote arrastado em que a gente só mexe os pés. Você me gira e me olha nos olhos
até minhas covinhas tímidas aparecerem, e aquele rap gostoso mais pop e
romântico que nós dois gostamos toma conta do ambiente.
O calor veio
e vejo nosso amor esquentar com ele. Mas não é ruim. É aquela coisa que a gente
sente no inverno quando tá agasalhado. Uma mistura de preguiça gostosa com aconchego.
Aprendi a ver em você um porto seguro, onde posso me lançar ao mar em qualquer
tempestade que vou ter você lá pra me segurar na volta.
Balanço
minha perna e você ri enquanto reclama da minha ansiedade. Você segura a minha
mão e eu nem lembro mais porque estava preocupada. Só sinto aquele frio gostoso
na barriga e o quentinho no meu coração. Você beija meu nariz e eu me sinto
muito menor, mesmo com meus 1,72 de altura. Você enlaça a minha cintura e
cheira meu cabelo e eu silenciosamente agradeço aos céus por ter você pra mim. Rezo
pra que nunca acabe esse meu amor por você tão grande que só pode chegar ao
céu.
Thalyne
Carneiro












