quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Post 100: O poder das palavras!!


Eu fiz um versinho
Para te dizer um monte de coisas,
Mas eu vi um passarinho
E me lembrei de tantas outras.
No meio do bosque tem um rio,
Vou muito lá para pensar,
Mas mesmo querendo não consigo
Nem sonhar em te deixar.
Nessa loucura então te digo
Só você quero amar,
Mas não fique bravo comigo
No momento prefiro brincar.




 Amo-te,
            Odeio-te!!

Quão fortes e impactantes são essas palavras e tantas outras.

Quantas esperanças são alimentadas ou tomadas por palavras tão sábia ou agressivamente proferidas por quem tem uma língua ou até pelos símbolos de quem tem caneta (ou teclado) em mãos.

Muitos dizem que palavras são pedras, eu digo que são ideias, que não só batem em uma parede e fazem doer uma vez, é algo que penetra na mente e não te deixam sossegar mais, te corrói aos poucos, não te permitem esquecer... Mas ainda assim não são impossíveis de superar.

Quando escrevo, vejo minhas palavras se tornarem vivas. É como se aquilo que me incomoda, me perturba, arrumasse um caminho próprio para sair da prisão que é a minha cabeça. Através de palavras consigo me expressar sobre as minhas dores, amores, alegrias e até mesmo aquele cheiro que não quero esquecer.

É uma coisa viciante, que me deixa tranquila e muitas vezes já me deu esperança. As pessoas, ideias e sentimentos, imortalizadas pelas palavras são o que alimentam o nosso blog. Cada texto é um pedaço que se compartilha. Cada palavra aqui escrita é um sentimento que precisava sair.

As palavras... sim, uma linda forma de eternizar emoções, milênios de histórias e por que não usar o termo antigo também: "estórias"!! Post 100!!! Parabéns para nós, que também contribuímos para essa cultura da língua escrita e obrigada a vocês que nos acompanham, nos dando a oportunidade de compartilhar com o mundo as nossas Confissões Inconscientes.



  Anne Rangel & Thalyne Carneiro

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Percepção

Fragmentos,
               Pedaços,
                          Frações,
                                    Partes.

O ser se constrói das experiências vividas,
Dos exemplos conhecidos,
Das imagens vistas.


A cada ano,
               Mês,
                      Semana,
                                  Dia.

Dos valores aprendidos,
Ou observados,
Ou sentidos na própria pele.


Quem sabe
               Ignorando,
                              Ensinando,
                                           Experimentando.         
                                                

Cada um serve de museu vivo,
Acrescentando itens em seu inventario ou
Oferecendo de paisagem a quem passa, para ou observa.


Essas percepções
                De parecer ser, alguém,
                                          Do de fato ser, alguém.

Uma paisagem?
Sim... Uma dimensão perceptiva,
Pois de que se serve respirar sem conseguir, além disso,

                    Significar o que é Viver ??   


Anne Rangel                

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Desculpa, mas não vou mudar por você



Não, anjo, eu não vou mudar por você. Me desculpa, mas essa fôrma em que você insiste em me moldar não vai se encaixar nunca com a minha personalidade. Vou continuar grossa, exagerada e um pouquinho mal humorada quando contrariada. Além disso, meu sarcasmo não vai sumir com o tempo e não vou deixar de usar a minha ironia. Ainda vou sair com as minhas amigas e não vou deixar de falar com homem nenhum porque você tem ciúmes dele.

Não é nada contra você, de verdade. Gosto de você, gosto de estar com você e acredite quando eu digo que gosto de tudo em você. E quando eu digo tudo é tudo. Desde a sua voz, até o jeito que o seu cabelo fica bagunçado quando você acorda. Gosto das implicâncias, do seu sorriso e de todo o drama que você faz para eu não te deixar sozinho. Até do seu jeito reclamão e da sua forma de ficar emburrado eu gosto.

Mas uma coisa que você precisa entender é que antes de ser sua eu já sou minha, e nessas condições não gosto de ser modificada mesmo que você me peça isso. Essas características únicas que eu tenho foi as que fizeram você gostar de mim. Nunca enganei você. O que você vê hoje é o mesmo o que todos têm visto há quase 20 anos. São as minhas marcas, são o que sou e não há muito que fazer sobre isso.


 O mal de pessoas que entram em relacionamentos é criar expectativas em relação à pessoa amada e todo o resto que a acompanha. A gente tem mania de achar que precisamos criar um desenho de como seria o nosso par ideal, pensando nas qualidades, defeitos, manias e o melhor de tudo, em como você vai fazer para resolver as coisas com ela de forma fácil, rápida, direta e de preferência do seu jeito. E quando vemos o outro não atendendo àquelas expectativas estipuladas por nós mesmos, a convivência se torna pesada, quase forçada.

Por favor, não cometamos esses erros, não me faça desistir de você por mim. Não torne a beleza desse gostar em algo pesado, chato e tão irritante que me faça criar pavor de você. Não quero que você espere que eu cumpra as suas expectativas e não vou cobrar o mesmo de você. Que você goste de mim e eu de você, mas assim, do jeito que somos, porque para mim já é o suficiente.


Thalyne Carneiro

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Como será?




O que nos espera no futuro?

 Paixão, indecisão?
Rupturas, novidade?
Sol, chuva?
Luz, escuridão?


O que devemos esperar?

Felicidade, compreensão?
Mágoa, alucinação?
Expectativas, por que não?
Decepções, escorregão?

Tempo...

O tempo passa,
Você cresce
E amadurece.

O tempo para,
Quando você
Sorri e resplandece.

O tempo chora,
Quando você cai
E se machuca.

O tempo se ilumina,
Quando levanta e
Sai correndo por aí.


Tempo...
É quando o sol
Aparece e torna
A partir.

É só o ponteiro
Do relógio indicando
Um número aqui e ali.

É uma desculpa
Para fugirmos:
“estou sem tempo!”...

E deixamos de
Ver as coisas
Mudarem...

Deixarmos de nos
Observar
E amar...

E deixar nosso pobre coração
Sentir ligeiro,
O que nossos olhos quase
Não vêem sorrateiros.

Não podemos

Não posso
Mudar
O que sou...

Não pode deixar
De ser
Quem você é.

Nos conhecemos,
Dificuldades vencemos,
E juntos amamos.

Mas isso não
Muda a
Realidade,

Vivemos em mundos diferentes, paralelos um do outro.


Teremos que suportar,


Cada um em sua própria realidade
Com a metade que lhe cabe.

Com a tristeza
De conhecer o amor
E não poder vivê-lo!

Anne Rangel.... para Lyra e Will

                  

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Meu Filme Repetido...



Já cansei de dizer que não quero ser a mulher da vida de ninguém, disse para você, seus amigos, parentes e todas as outras pessoas que convivem comigo. Acho esse título tão clichê que me dá arrepios na espinha. Não, eu não deixei de acreditar no amor, ou qualquer outra baboseira que a sociedade impõe como sendo o certo. Sou uma dessas mulheres que decidiram dar um tempo em relacionamentos sérios, simples assim.

Apesar disso, não é porque eu não quero namorar, que não vou te tratar bem. Não só trato bem, como te faço se sentir "o cara", o único no mundo. Dou atenção, carinho e digo coisas bonitinhas, afinal, quem é que não gosta de se sentir especial? E isso sempre me dá problemas.

Eu pensei que você fosse diferente. Confiei em você e estava quase te colocando na minha lista rara de "pode ser um ótimo amigo, ou quem sabe, rolar de novo". E aí, você começou o filme em que eu sou a protagonista e que já cansei de estrelar. O famoso "Ela é louca por mim". Já vi tantas vezes esse filme que eu realmente sinto tédio com essa história. 

Sei o roteiro todo decorado, posso até repetir as falas junto com os personagens da trama. Acho que sei cantar até as músicas temas de cada cena. E você se achando o cavalheiro da armadura prateada que salva a donzela em perigo, como se eu estivesse presa no alto de uma torre e nada seria melhor do que um príncipe para me buscar.


Então você espalha para seus amigos, família, conhecidos e até para o dono da padaria, que eu acho que você é o amor da minha vida. E ri, porque diz para todos eles que eu sou a iludida da história, a boba que vai sofrer por você em todos os dias da minha vida e ficar suspirando pelos cantos. Sinto muito, mas você é o idiota que foi enganado.

Acontece, meu bem, que tudo aquilo que eu te disse, o jeito que te trato, até mesmo o sorriso que te dou, não tem nada a ver com paixão. Meu coração está guardado para alguém que realmente o mereça e vai tratá-lo com carinho e cuidado. Que, felizmente, não é você.

Thalyne Carneiro

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Meu vício em você


"É a última vez". Nem sei quantas vezes eu já repeti isso por causa dele. Todas em vão, é claro. Não consigo dizer não para o homem com cara de menino que insiste em me perseguir. É só eu tentar deixar para lá, não querer falar, olhar, ou qualquer coisa que o traga para perto de mim, que ele aparece.


Ele me cerca, me prende, e quando dou por mim, já estou perdendo o sono de novo por causa dele. É uma droga que me entorpece, me faz ficar satisfeita. Mas é só o efeito passar, que já vou estar lá querendo de novo.

Até tentei me divertir com outros, me afastar dele e provar para mim mesma que eu consigo. A quantidade de gente disposta a ocupar o lugar de atenção que é reservado a ele é razoavelmente grande. Mas ele sabe, ou adivinha, e sempre está lá, acabando com qualquer chance de eu conseguir uma recuperação.

Não me esqueço da primeira vez que falei com ele. Para variar, nem me conhecia e já estava fazendo piada. Ria de mim, brincava comigo. Não era a primeira vez que eu o via, mas foi a partir daí que eu conheci o significado da palavra vício.

Eu não faço a mínima ideia do que há com ele, mas cada vez que encosta em mim, me abraça, ou simplesmente me olha, faz meu peito encher de alegria. E o ridículo sorriso de satisfação, aparece mais uma vez na minha cara.


Queria muito entender essa fascinação ridícula do meu corpo por ele. Não sei se é a beleza dele, ou o sorriso que aparece quando ele me vê, ou a minha mania de gostar de homens que me façam rir. Só sei que sou viciada nele e preciso de uma reabilitação. E logo.

Thalyne Carneiro

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sentindo demasiada falta


E essa saudade que persiste e insiste em queimar cada pedacinho de mim que ainda sente?

No mais é o torpor que assume a terrível tarefa de fazer esquecer.




Mas o esquecimento escapa, não dá o alívio que espero... No entanto é bom, não conseguir deixar-se sumir as lembranças, pois essas são boas, a sua maneira, e especiais!

Não atribuirei culpa e não me afogarei em arrependimentos, assim, espero que também o faça.

Admito não saber resolver essa situação e quando o souber tentarei! Até lá, fico esperando agarrada na esperança que o tempo não torne irremediável aquilo que precisamos corrigir.

No mais digo: Amo-te!!
E mais importante: Quero-te bem!!


Anne Rangel